Página Inicial - Home
Quem Somos
Dicas de Saúde
Fale Conosco
Produtos
Lançamentos
Apresentação Online
Cursos e Palestras
Login Senha

Óleo de peixe atua nos sintomas de Parkinson
 

Suplemento alimentar ajuda a controlar a depressão provocada pela doença neurodegenerativa e reduz a quantidade de remédios no tratamento

Junto com as alterações provocadas pelo processo neurodegenerativo em portadores do Mal de Parkinson - tremores, rigidez dos músculos, dificuldade de caminhar, de se equilibrar e de engolir - cerca de metade dos pacientes desenvolve quadros de depressão. O Parkinson altera as estruturas neurológicas responsáveis pela produção da serotonina, hormônio ligado ao bom humor e alegria.

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolveram um estudo sobre o uso do óleo de peixe no controle dos sintomas do mal de Parkinson, em especial a depressão. A pesquisa partiu da avaliação dos relatos na literatura que mostram os efeitos antidepressivos de ácidos graxos polinsaturados da família ômega 3. "A partir daí, fizemos testes em ratos de laboratório e verificamos que existiam realmente benefícios na suplementação da alimentação com óleo de peixe, rico nestes ácidos graxos", explica a professora Anete Corte Ferraz, pesquisadora do Laboratório de Neurofisiolofia da UFPR. A experiência coincidiu com a necessidade do tratamento da depressão dos pacientes atendidos pela Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo. Dessa forma, foi possível fazer os testes da administração da substância em grupos de estudo.

Portadores de Parkinson com depressão foram divididos em 2 grupos: um que passou a receber placebo (óleo mineral) e outro que era tratado com uma suplementação de óleo de peixe. Durante 3 meses, 31 pacientes participaram do estudo. Alguns usavam antidepressivos há mais de 1 ano sem os efeitos desejados. Outros não utilizavam nenhum tipo de droga. "Os resultados dos testes mostraram uma diminuição dos sintomas depressivos com remissão acima de 50% da pontuação - segundo a Escala de MADRS, uma das ferramentas utilizadas neste estudo - em 42% dos pacientes que consumiram o óleo de peixe, enquanto apenas 6% dos pacientes do grupo que recebeu placebo apresentou remissão acima dos 50%", explica a professora.

A pesquisa é a primeira investigação terapêutica sobre estes ácidos graxos em pacientes com doença de Parkinson associada à depressão e também uma boa notícia no tratamento das duas enfermidades, principalmente por ser um suplemento alimentar com poucos efeitos colaterais. "No caso do paciente parkinsoniano, por já fazer uso de muitas medicações que possuem uma série de efeitos adversos, é algo que contribui com sua qualidade de vida", diz.

De acordo com a professora Anete, o número de voluntários que participaram do estudo ainda é pequeno e não pode ser generalizado no universo da populaçao de parkinsonianos. "Porém, os dados obtidos até agora sugeremm que o óleo de peixe tem efeitos sobre a depressão. Também pretendemos avaliar o mecanismo de ação dos ácidos graxos ômega 3, presentes no óleo de peixe. Para isso já estamos iniciando os exames nas amostras de sangue destes pacientes, congeladas para a segunda etapa do trabalho, que iniciará dentro de alguns meses".

Benefícios

Substância pode ajudar a controlar sintomas de diversas doenças que se agravam com a idade do paciente:

Alzheimer - Pesquisas realizadas pela Escola de Medicina David Geffen da Universidade da California, Los Angeles, EUA, também revelam que o ácido docosahexaenóico (DHA), ou ômega 3, encontrado no óleo de peixe é um agente eficiente na prevenção da doença de Alzheimer. O estudo, publicado no Journal od Neuroscience, verificou que o DHA aumenta a produção de LR11 e desenvolve imunidade contra a doença.

Coração - Outro instituro que aconselha a ingestão do óleo de peixe é a Associação Norte-Americana do Coração, que acredita que sua ingestão diminui o risco de doença cardiovascular em até 37%, porque melhora o nível de HDL, o chamado "colesterol bom".

Funções cerebrais - Pesquisadores de países como Itália, Nova Zelândia, Holanda e Noruega também aconselham a ingestão do óleo de peixe para problemas de memória, alterações de humor, dificuldades de aprendizado, melhoras na concentração e aumento da velocidade de reação. É possível que ele também ajude a neutralizar o estresse, propicie mais harmonia às habilidade motoras e previna doenças degenerativas cerebrais.

Onde encontrar

De acordo com a nutricionista Alessandra Ferrarini, o ômega 3 é encontrado em peixes de água fria com elevado teor de gordura, como salmão, arenque, sardinha e atum. "A ingestão diária de 2 gramas diárias de óleo de peixe já seria suficiente para manter uma dieta alimentar equilibrada e saudável. Além do mais, é um elemento que ajuda a fortalecer o sistema imunológico, pois é um antibiótico natural", explica. No entanto, o consumo do ômega 3 deve ser equilibrado, pois sua ingestão em excesso pode retardar a coagulação sanguínea. Outros alimentos que contém a substância são as nozes e o óleo de linhaça.

 Jornal Gazeta do Povo (24/07/08/)

Voltar

hidea.com