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Os cientistas relacionam o DHA com a repulsão dos sintomas do Parkinson
 

Por Clarisse Douaud, 27 de novembro de 2007

Tópicos relacionados: Pesquisa, Óleos e lipídios nutricionais, Funções cognitivas e mentais.

Os cientistas relacionaram que o que se tornou básico para saúde do cérebro na indústria dos complementos – o ácido graxo 0mega-3 DHA – para mais uma aplicação, desta vez para a o mal de Parkinson.

Em estudos com camundongos – planejado para ser publicado na edição de abril de 2008 do Jornal FASEB (O Jornal da Federação Das Sociedades Americanas para Biologia Experimental) – os pesquisadores da Universidade Laval no Canadá, proclamam terem demonstrado um efeito protetor  da dieta rica em ácidos graxos Omega-3 em doenças neurodegenerativas.

É estimado em cerca de quatro milhões de pessoas no mundo inteiro com mal de Parkinson. Aproximadamente 10.000 pessoas são diagnosticadas com a doença cada ano no Reino Unido, de acordo com a Sociedade do Mal de Parkinson, enquanto que a Fundação Nacional de Parkinson estima que 60.000 novos casos sejam diagnosticadas nos EUA anualmente, adicionando aos 1,5 milhões de norte americanos que já tenham a doença.

A condição é caracterizada pela morte ou atrofia de neurônios no cérebro que produzem a substância química dopamina, a qual é responsável para a coordenação motora muscular. Os sintomas desta doença começam debilitando e inclui temores, rigidez e dificuldade de equilíbrio.  Enquanto a doença comumente se desenvolve após a idade de 65 anos, 15 por cento dos casos diagnosticados ocorrem antes dos 50 anos.

A equipe de pesquisa da Universidade Laval diz que suas descobertas podem ajudar na prevenção da doença e potencialmente reduzir seu progresso.

Os pesquisadores descobriram que quando camundongos foram alimentados com uma dieta rica de Omega, eles pareceram imunes ao efeito do componente tóxico MPTP que causa o mesmo dano no cérebro como o mal de Parkinson.

“Este composto (MPTP)  que tem sido usado por mais de 20 anos na pesquisa do mal de Parkinson trabalha mais rápido que a doença em si e é tão efetiva quanto a doença em atingir e destruir os neurônios produtores de dopamina no cérebro,” disse o pesquisador Frederic Calon.

Conseqüentemente, o grupo de camundongos  alimentados com uma dieta comum desenvolveram os sintomas da doença quando injetados com o MPTP. Isto incluiu uma queda de 31 por cento em neurônios produtores de dopamina e de 50 por cento de queda na dopamina.

De acordo com os pesquisadores, entre os camundongos aos quais foram dados complementos de Omega-3 – em particular o DHA (ácido docosaexaenóico) – ácido graxo Omega-3 substituíram os ácidos graxos Omega-6 em seus cérebros.

Devido ao fato de outro Omega-3 terem mantido os níveis em ambos os grupos de camundongos, os pesquisadores sugeriram que o efeito protetor contra o mal de Parkinson sem dúvida veio do DHA.

“Isto demonstra tanto a importância na dieta para composição no cérebro de ácido graxo quanto à inclinação natural do cérebro pelo ácido graxo Omega-3,” disse Calon.

Entretanto uma descoberta negativa para ácidos graxos no estudo é a conclusão delineada pelos pesquisadores de que cérebros que continham muitos ácidos graxos Omega-6 podem de fato serem mais suscetíveis ao mal de Parkinson.

Em uma dieta balanceada, a proporção entre ácidos graxos Omega-6 e Omega-3 devem ser de quatro por um, diz a equipe da Universidade Laval. Entretanto, a dieta média ocidental contém de dez a vinte vezes mais Omega-6 do que Omega-3.

“Na América do Norte, a ingestão média de DHA é de 60 à 80mg por dia, enquanto os peritos recomendam no mínimo uma diária de 250mg,“ Diz Calon. “Nossos resultados sugerem que esta deficiência em DHA é um fator de risco para o desenvolvimento do mal de Parkinson, e que nós beneficiamos da avaliação do potencial do omega-3 para prevenir e tratar essa doença em humanos.”

O ácido graxo Omega-6 é encontrado em alimentos ricos em óleos vegetais ou gordura animal. Estes ácidos graxos já estão sob suspeita por seu papel na resposta inflamatória do corpo, em doenças cardíacas, arritmia e mal de Alzheimer.

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