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Ômega-3 mostra promessa para Alzheimer na forma mais branda.
 

Por Stephen Daniells, 10 de outubro de 2006

Complementos de ácido graxo Ômega-3 pode reduzir o declínio mental em pessoas com a forma mais branda do mal de Alzheimer, mas não tem impacto em pessoas com as formas mais avançada, reporta um novo teste clínico.

“Para nosso conhecimento, este estudo com controle placebo, duplo-cego, aleatório, é o primeiro a ser publicado sobre os efeitos dos complementos de ácido graxo Ômega-3, principalmente o DHA... para o mal de Alzheimer,” escreveu a autora líder Yvonne Freund-Levi nos Arquivos de Neurologia (Vol. 63, páginas 1402~1408).

O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência e atualmente afeta mais de 13 milhões de pessoas no mundo todo. O custo direto e indireto dos cuidados com Alzheimer é mais do que 100 bilhões de dólares (R$ 200 bilhões) somente nos EUA. O custo direto dos cuidados com Alzheimer no Reino Unido foi estimado em £15 bilhões (R$ 45 bilhões).

Os pesquisadores recrutaram 204 pacientes em vários níveis de mal de Alzheimer e 174 pacientes completaram o estudo que durou um ano. Os participantes foram inicialmente designados tanto para o grupo com complemento de Ômega-3 (EPAX 1050TG, ingestão diária de DHA 1720mg, 600mg EPA) ou um placebo isocalórico (óleo de milho com 0,6g de ácido linolênico). Ambos os grupos EPAX e placebo foram fornecidos pela Pronova Biocare, a qual financiou parcialmente os estudos.

Após seis meses, o grupo do complemento de Ômega-3 mostrou de 2,4 a 3,6 vezes mais de taxa de soro de DHA e EPA, respectivamente. Ambos os grupos foram então designados para receberem os complementos de Ômega-3 pelos seis meses seguintes. As funções cognitivas foram garantidas usando os Exames de Estado Mini-Mental (MMSE) e a Escala de Avaliação do Mal de Alzheimer parcialmente modificada (ADAS-COG). Após 12 meses, ambos os grupos (Ômega-3/Ômega-3 e placebo/Ômega-3) tiveram níveis  similares no sangue de DHA e de EPA.
Freund-Levi e sua parceira relataram que, em geral, nenhum efeito significante foi observado após a complementação de Ômega-3 para o escore de MMSE e ADAS-COG. Entretanto, quando os pesquisadores olharam para um subgrupo de pacientes com a forma mais branda de Alzheimer (32 pacientes), um efeito significante, estatisticamente falando, foi observado.

“Apesar dos resultados negativos no grupo inteiro de pacientes, nossos estudos indicaram que o preparado de ácido graxo Ômega-3 conferiu um declínio mais lento de cognição naqueles com afetação mais branda quando comparado com o grupo de controle com placebo sujeitos a um grau semelhante da disfunção cognitiva no início do estudo," disse Freund-Levi do Hospital Universitário Karolinska de Huddinge na Suécia.

As melhorias observadas neste pequeno subgrupo foram relatados do componente de memória, um resultado que reflete “ um sintoma chave no mal de Alzheimer, a memória de acontecimentos,” dizem os pesquisadores.

Mesmo que o mecanismo de Alzheimer não seja claro, está se reunindo mais suporte para o aumento da placa de depósitos de beta-amilóide. O depósito está associado com um aumento de lesões nas células do cérebro e morte por estresse oxidativo.
Mas como os ácidos graxos Ômega-3 podem interferir com o desenvolvimento do mal de Alzheimer não está claro, dizem os autores, mas sugerem que o benefício esteja relacionado com o efeito anti-inflamatório do óleo de peixes, mesmo que tais efeitos não tenham sido observados neste estudo.

“É possível que quando o mal seja clinicamente evidente, o envolvimento neuropatológico esteja muito avançado para que [os efeitos] sejam atenuados substancialmente,” eles disseram.

Um período crítico de dois anos ou mais antes do ataque da demência podem ser críticos para os efeitos antiinflamatórios do Ômega-3, uma sugestão que reforça uma orientação para aumentar a ingestão de ácidos graxos Ômega-3 ou de fontes complementares.
O estudo tem várias limitações, as quais foram apontadas pelos pesquisadores. E incluem o período da segunda parte de seis meses que não foram controlados com o placebo, e as melhorias nos escores obtidos podem ter sido devido a efeitos práticos e não pelo Ômega-3.

“Estudos em coortes maiores com deficiência cognitiva, incluindo aqueles com risco de mal de Alzheimer, são necessários para prospecção mais profunda da possibilidade de que o ácido graxo Ômega-3 deva ser benéfico em frear a progressão do mal,” concluiu Freund-Levi.

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